
STRONG>Fabrício Lopez (Santos SP 1977) é, desde 1998, membro fundador do Ateliê Espaço Curinga. Na capital paulista, concluiu o bacharelado em artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) em 2000, e, no ano seguinte, expõs na coletiva Figura Impressa, na Galeria Adriana Penteado Arte Contemporânea. Em 2004, apresentou individual no Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo e obteve o prêmio Pinacoteca da Cidade. No ano de 2006, conquistou o primeiro prêmio na 10ª Bienal de Santos e, no ano seguinte, viajou para Quebéc, Canadá, onde participou de residência artística no Atelier Engramme. Em 2008, apresentou, em São Paulo, individual na Galeria Baró Cruz. Vive e trabalha na capital paulista.
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Rema, Rema, Remador xilogravura sobre papel, 2008-2009
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Que lugar ocupa a xilogravura na produção contemporânea de arte? O da experimentação, certamente. Fabrício Lopez, artista cujas propostas se estendem para além do espaço da galeria, pensa a gravura também como intervenção na rua. Orientando seu trabalho poético para a ação coletiva no espaço urbano, em paralelo à produção individual, suas matrizes assumem dimensões atípicas, na medida do olhar a distância. Rema, Rema, Remador é feita de várias matrizes, cujas cópias são compostas sobre a parede em suas partes, à maneira dos outdoors. Coladas diretamente sobre ela, vão revelando a imagem, algumas vezes sobreposta a outras. Da colagem das gravuras, surge a obra, única e múltipla, ao mesmo tempo. [Marília Panitz]
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