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Por uma curadoria educativa

Ana Mae Barbosa trabalhando no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), 1989 | Acervo Ana Mae Barbosa

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Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo

Entre 1986 e 1993, Ana Mae Barbosa dirigiu o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), afastando-se de uma tradição elitista dos museus e promovendo um programa voltado para a multiculturalidade, abordagem então pouco valorizada no país.

Inspirada em “um conceito mais antropológico de Arte e uma visão mais cotidianizada e política da Estética”, sua gestão teve quatro eixos transversais de trabalho: Arte e minorias; Estética das massas; Arte e públicos; e Arte e meio ambiente.

Esses núcleos não só atravessaram as exposições e o acervo da instituição como também fortaleceram seu compromisso educativo, valorizaram seus públicos, afirmaram o MAC como unidade de pesquisa da USP, internacionalizaram-no, profissionalizaram as equipes e, em especial, impulsionaram a construção da nova sede do museu, na Cidade Universitária.

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MAC/USP

Diretora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) entre 1987 e 1993, Ana Mae Barbosa transformou profundamente a programação do museu, focando na democratização da arte, na multiculturalidade na curadoria educativa. Neste depoimento, a artista e educadora Mariângela Serri Francoio, a museóloga e educadora de museus Amanda Tojal e nossa homenageada Ana Mae Barbosa relembram as iniciativas e o engajamento político da gestão.

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A posse e as atividades no MAC/USP

A gestão de Ana Mae Barbosa no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) foi marcada pela centralidade do público. Ainda que a ampliação da diversidade e do número de visitantes estivesse entre as suas preocupações, o protagonismo do público se fez notar, fundamentalmente, na própria concepção da instituição. Como ela anunciou em seu discurso de posse como diretora, o MAC/USP passou a se pensar não “apenas como o lugar da guarda cuidadosa da obra de arte”, mas também como “um lugar de aprendizagem, de educação informal de alto desenvolvimento para os indivíduos, e de impregnação estética provocada”. Tratava-se de afirmar que o museu deveria “servir de instrumento de inter-relação entre a Universidade e o público que está do lado de fora dela”, engajando-se no “desenvolvimento do processo criador e da educação emocional daqueles que o frequentam”.

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Curadoria educativa

Uma das marcas da gestão de Ana Mae como diretora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) foi o foco na curadoria educativa. Neste depoimento, a artista e educadora Mariângela Serri Francoio e o arte-educador Sidiney Peterson falam sobre este conceito e relembram a importância dos educadores na durante a atuação de Ana Mae Barbosa no museu.

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Cursos e formação continuada

Como diretora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) de 1987 a 1993, Ana Mae Barbosa integrou a instituição à pesquisa universitária, ampliando a formação acadêmica da equipe: de um funcionário com mestrado para quatro doutores, quatro mestres e vários mestrandos.

A gestão valorizou o MAC/USP como espaço de aprendizado, promovendo dezenas de cursos de curta e longa duração, especializações e extensões em parceria com unidades da USP, consulados, universidades estrangeiras e instituições de arte. O Laboratório de Gravura, idealizado por Evandro Carlos Jardim, foi mantido como espaço de experimentação e aprendizado de artistas, designers e profissionais das artes gráficas.

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