No mês de outubro, o Itaú Cultural (IC) recebe parte da programação do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo. Idealizado pela atriz e produtora Ellen de Paula e pelo diretor e dramaturgo Gabriel Cândido, e homenageando permanentemente a atriz Ruth de Souza, o festival promove encontros, reflexões e diálogos entre o público e artistas, grupos, coletivos, companhias e agentes culturais cujas produções artísticas se afirmam, por meio de diversos modos de fazer, como artes negras-diaspóricas, celebrando os Teatros Negros enquanto experiências artísticas históricas e contemporâneas.
Após três anos de hiato, o festival está de volta em sua 4ª edição com uma programação repleta de espetáculos nacionais e internacionais, atividades formativas do Quilombo Artístico-Pedagógico, em formato de oficinas e residências artísticas, e Giras de Conversa com debates conduzidos por críticos convidados e artistas presentes na programação.
A nova edição do festival acontece de 17 a 26 de outubro, mas o pontapé inicial é dado no dia 9 de outubro pela Gira de Conversa: O Pensamento Curatorial como guia da programação, um bate-papo com Ellen de Paula, Gabriel Cândido e Soraya Martins sobre os processos criativos que conduziram o pensamento curatorial desta edição e que apresenta a programação completa do evento.
Além do bate papo, o Itaú Cultural também recebe três dos espetáculos da programação: no dia 17 de outubro, a Cia. Burlantis, de Minas Gerais, apresenta a peça Herança, obra que celebra os 50 anos de carreira de Maurício Tizumba, em uma trama de enredos pessoais, documentais e oníricos, escavando histórias íntimas e mirando a África como um espelho. Nos dias 18 e 19, o Núcleo da Tribo Itacaré, da Bahia, apresenta Vamos pra Costa?, espetáculo de dança sobre a pesca artesanal no Rio de Contas, em Itacaré (BA), com um elenco formado por pescadores. Por fim, nos dias 21 e 22, a Casa Tumac, da Colômbia, apresenta Atarugao Rostros Invisibles, espetáculo de dança que aborda a história de nove homens negros que chegam de suas regiões a uma cidade em busca de progresso. Cada um com seus sonhos, suas histórias e sua cultura encarnada em suas formas de andar, falar, sua música e sua dança, eles enfrentam a discriminação e a segregação e são obrigados a desenvolver formas de resistência à opressão.
Saiba mais sobre o festival no site do projeto e no perfil oficial no Instagram
Confira mais detalhes da programação no Itaú Cultural:
/bate-papo
com Ellen de Paula, Gabriel Cândido e Soraya Martins
Ellen de Paula, Gabriel Cândido e Soraya Martins apresentam os processos criativos que conduziram o pensamento curatorial desta edição do festival e compartilham a programação completa do evento.
quinta 9 de outubro de 2025
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]
Retire seu ingresso [a partir de 7 de outubro, às 12h]
Ellen de Paula é gestora em direitos humanos, produtora cultural, educadora e atriz. Mestra em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), é pós-graduanda em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Educação em Direitos Humanos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPA). É idealizadora e diretora do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo e diretora executiva da Viração Educomunicação.
Gabriel Cândido é diretor, dramaturgo, performer e produtor. Formado pela SP Escola de Teatro no curso de Atuação, é integrante e co-fundador do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC), e idealizador, diretor e curador do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo. É autor das dramaturgias Fala das Profundezas (2019), Socorro! Tem uma cidade entalada na minha garganta (2019) e Nossa Conquista (2023).
Soraya Martins é artista-pesquisadora, crítica, curadora independente. Pós-doutora em Literatura, Outras Artes e Mídia (UFMG) e professora de Teatro da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), é autora do livro Teatralidades-Aquilombamento: várias formas de pensar-ser-estar em cena e no mundo (2023). É curadora da 4ª edição do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo.
/teatro
Espetáculo que celebra os 50 anos de carreira de Maurício Tizumba, através de histórias, sons, movimentos e objetos de família, em uma trama de enredos pessoais, documentais e oníricos, escavando histórias íntimas e mirando a África como um espelho.
sexta 17 de outubro de 2025
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]
Retire seu ingresso [a partir de 14 de outubro, às 12h]
FICHA TÉCNICA
Realização: Cia Burlantins e Napele Produções Artísticas
Idealização: Pedro Kalil
Elenco: Júlia Tizumba, Sérgio Pererê e Mauricio Tizumba
Participação especial: Rosa Moreira
Direção: Grace Passô
Dramaturgia: Aline Vila Real, Grace Passô e Tomás Sarquis / Elaborada a partir de narrativas produzidas por Júlia Tizumba, Mauricio Tizumba, Rosa Moreira e Sérgio Pererê
Direção musical: Sérgio Pererê
Músicas: Sérgio Pererê e Mauricio Tizumba
Assistência de movimento: Sérgio Penna
Vídeo arte: Renato Pascoal
Intervenções visuais: Desali
Projeções: Vjs Bah e Kraken
Cenário e figurino:Alexandre Tavera
Iluminação: Edmar Pinto
Sonorização: André Cabelo, Cahuê Teixeira e Marquinhos
Produção executiva: Ana Paula Siqueira
Design: Mariana Misk (OESTE)
Fotos: Pablo Bernardo
Comunicação: Jessica Soares
Assessoria de imprensa: Jozane Faleiro
Administrativo: Ângelo Batista
Alimentação: Cantina da Tia Rosa
Transporte: Luigi Anderson (Hermanos Transportes)
Núcleo da Tribo Itacaré (BA)
O espetáculo investiga como a dança gera visibilidades abordando a pesca artesanal no Rio de Contas, em Itacaré (BA). Com um elenco formado por dançarinos que também são pescadores, a obra parte de relatos de experiência e registros fotográficos para construir uma narrativa profundamente poética sobre os modos de organização e participação da população envolvida com a atividade da pesca.
18 e 19 de outubro de 2025
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]
Retire seu ingresso [a partir de 14 de outubro, às 12h]
FICHA TÉCNICA
/dança
Casa Tumac (Colômbia)
Nove homens negros chegam a uma cidade em busca de "progresso", cada um com seus sonhos, histórias e suas culturas encarnadas em suas formas de andar, falar, em sua música e sua dança. O ambiente hostil da cidade, marcado por poucas oportunidades, a discriminação e a segregação, os obriga a desenvolver formas de resistência à opressão.
terça 21 e quarta 22 de outubro de 2025
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]
Retire seu ingresso [a partir de 21 de outubro, às 12h]
FICHA TÉCNICA