Entre os dias 9 e 12 de julho, o Teatro do Itaú Cultural (IC) recebe A bailarina fantasma, uma peça-instalação que aborda as violências físicas, simbólicas e as tentativas de apagamento vividas por uma bailarina clássica negra. As apresentações serão realizadas de quinta-feira a sábado, às 20h, e no domingo, às 18h, com entrada gratuita.
Idealizado por Fernando Gimenes e pela Plataforma – Estúdio de Produção Cultural, o espetáculo é construído a partir de uma fricção estética: de um lado, a icônica e polêmica escultura francesa A pequena bailarina de 14 anos de Edgar Degas; de outro, os relatos autobiográficos da bailarina brasileira Verônica Santos.
Sob a encenação de Wagner Antônio, a obra propõe uma espacialidade imersiva e performática, transformando o palco em um ritual íntimo, onde a performer e a dramaturga elaboram, diante do público, um manifesto de presença e um plano de vingança histórica.
Diálogo imersivo e equipe premiada
A dramaturgia inédita é assinada por Dione Carlos, roteirista da Rede Globo e vencedora dos prêmios Shell e APCA de Dramaturgia em 2023. O texto ganha corpo na interpretação de Verônica Santos, fundadora da Corpórea Companhia de Corpos e pesquisadora com foco na discussão sobre o corpo negro feminino.
A encenação e a instalação cênica de Wagner Antônio exploram a integração entre luz, som e vídeo para criar uma atmosfera viva, que dialoga diretamente com a trilha sonora ao vivo da pianista e compositora Natália Nery (responsável, entre outros trabalhos, pela preparação de piano no premiado filme A vida invisível, de Karim Aïnouz).
Diferente do fluxo habitual do IC, a distribuição de ingressos para este espetáculo será física, diretamente na bilheteria do Itaú Cultural, uma hora antes de cada sessão.
A bailarina fantasma [com interpretação em Libras]
sexta e sábado | às 20h