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Pavilhão da Magnólia investiga a violência policial em "Jararacas"

Com dramaturgia de Giordano Castro e direção de Murillo Ramos, o espetáculo parte da figura histórica de um dos principais cangaceiros de Lampião para refletir sobre o Brasil contemporâneo

Publicado em 25/05/2026

Atualizado às 16:47 de 25/05/2026

O Grupo Pavilhão da Magnólia traz aos palcos sua mais nova investigação cênico-dramatúrgica com o espetáculo Jararacas. A produção toma como ponto de partida a complexa figura de Jararaca, um dos principais integrantes do bando de Lampião. 

Capturado vivo, torturado e morto pelas forças policiais, o cangaceiro acabou ressignificado pela devoção popular, sendo tido como santo na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte. No palco, o elenco composto por Jota Junior Santos, Nelson Albuquerque e Silvianne Lima dá vida a esse mergulho histórico e documental.

A montagem não se limita ao resgate biográfico, mas utiliza o passado como um espelho incômodo para as realidades atuais. A peça lança questionamentos provocativos e urgentes ao espectador: quem são os bandidos de hoje? Quem assume o papel de vítima da violência policial perpetrada pelo Estado? Ao traçar esses paralelos, a dramaturgia de Giordano Castro e a direção de Murillo Ramos buscam desvendar a identidade dos "Jararacas" contemporâneos.

A vinda do espetáculo reforça a relevância do Pavilhão da Magnólia no cenário artístico nacional. Com uma trajetória de 20 anos baseada em Fortaleza (CE), onde mantêm a Casa Absurda como centro de difusão cultural, o coletivo consolidou-se pela constante experimentação de linguagens e múltiplos caminhos de criação. Esse percurso formativo e estético rendeu ao grupo o prestigiado Prêmio Shell de Teatro em 2025, na categoria Destaque Nacional, reafirmando sua contribuição para o teatro brasileiro contemporâneo.

Para garantir a fruição de todos os públicos, as apresentações contam com recursos de acessibilidade, incluindo tradução e interpretação em Libras. O projeto traz ainda uma ficha técnica robusta, que conta com a direção de arte assinada por Rodrigo Frota, iluminação de Wallace Rios e trilha sonora original de rudriquix, em uma coesão estética que potencializa a força política da cena.

Jararacas [com interpretação em Libras]
de 28 a 31 de maio de 2026
quinta a sábado | às 20h
domingo | às 18h

[duração aproximada: 90 minutos]

Teatro - 224 lugares 

[classificação indicativa: 16 anos, segundo autodefinição]

Retire seu ingresso na plataforma Inti [a partir de 26 de maio, às 12h]

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