Com onze anos de história, projeto e acessibilidade se reestrutura em uma mostra de artes e cultura DEF
Publicado em 22/04/2026
Atualizado às 14:49 de 22/04/2026
Criado em 2015, o projeto || entre || arte e acesso se consolidou como um dos principais projetos de acessibilidade do Itaú Cultural (IC) com a premissa de promover e discutir o campo da arte e acessibilidade, sempre com foco no protagonismo da pessoa com deficiência. Com essa missão, o programa desenvolveu um portfólio de artistas com deficiência, editais de mentoria e uma mostra focada em divulgar os artistas e trabalhos selecionados.
Em 2026, o projeto passa por uma reformulação estrutural, condensando seus esforços em uma mostra de arte e cultura DEF, apresentando linguagens artísticas de maneira transversal e promovendo o encontro entre artistas, pesquisadores e o público.
O \\ENTRE\\ mostra de artes e cultura def 2026 acontece de 6 a 10 de maio e conta com curadoria colaborativa junto à artista e ativista cultural Brisa Marques. A nova edição propõe um mergulho na diversidade e pluralidade artística da comunidade DEF: são shows, espetáculos cênicos, performances e mesas de bate-papo.
Toda a programação conta com audiodescrição e interpretação em Libras.
Os ingressos são reservados através da plataforma INTI, a partir de 5 de maio, à 12h.
Para participar da Oficina Corpo, cena e acesso, inscreva-se, entre 24 e 28 de abril através do formulário.
Confira a programação completa abaixo e na aba programação:
/música
quarta 6 de maio
Espaço Olavo Setúbal – 4º andar
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]
Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]
Sonora Brasiliana é um projeto musical do Itaú Cultural que promove um encontro entre som e palavra. Realizado em um espaço intimista, em meio a coleção Brasiliana, no Espaço Olavo Setubal, a apresentação permite uma troca mais direta entre artista e público, cercada de obras de arte dos mais diversos tipos, como pinturas, manuscritos e caricaturas.
André Vicente é acordeonista, pianista, professor e compositor. Seu mais novo projeto, Cantos e Contos de um Piano: músicas descritivas e suas histórias, foi desenvolvido a partir de sua experiência na mentoria de projetos do ||entre||. No Sonora Brasiliana, André apresenta suas composições para piano solo, contando histórias e descrevendo as cenas que serviram de inspiração para seu trabalho, e apresentando músicas com imagens projetadas e audiodescrição artística.
/oficina
quinta 7 e sexta 8 de maio
9º andar – 25 vagas
[classificação indicativa: 18 anos, segundo autodefinição]
inscrições de 24 a 28 através de formulário
A oficina Corpo, Cena e Acesso propõe uma investigação prática sobre o corpo como linguagem e ferramenta de comunicação sensível. A atividade propõe um trabalho de percepção corporal, estimulando a consciência de si, do outro e da relação com o espaço, a partir de exercícios fundamentados na metodologia Angel Vianna. Os participantes também são convidados a experimentar formas de comunicação por meio do movimento, explorando como suas ações corporais podem ser compartilhadas através da audiodescrição.
Moira Braga é mulher cega, mãe, atriz, preparadora de elenco, autora, consultora de acessibilidade em conteúdos artísticos e mestre em dança pela Universidade Federal da Bahia. Apresentou o programa “Assim Vivemos”, da TV Brasil, que exibiu filmes com a temática da deficiência e utilizando os recursos de audiodescrição, legenda e língua brasileira de sinais. Atua como bailarina pesquisadora da Pulsar Companhia de Dança e é uma das coordenadoras do grupo de estudo e pesquisa em Dramaturgia do Movimento e Fruição Estética, desenvolvido na Escola Angel Vianna.
/bate-papo
Mesa Acessibilidade estética: a linguagem expandida dos corpos
quinta 7 de maio
9º andar – 50 lugares
[classificação indicativa: 12 anos, segundo autodefinição]
Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]
Giovanni Venturini, Moira Braga e Claudio Rubino debatem a acessibilidade estética como ruptura da metodologia corpo-normativa, repensando a deficiência como campo criativo, dramatúrgico, estético e poético. A discussão propõe reconfigurações das relações entre corpos, artistas, espectadores e linguagens.
Giovanni Venturini é ator, poeta e roteirista. Protagonizou o curta Big Bang, de Carlos Segundo, que recebeu o prêmio de melhor curta-metragem no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Foi professor do curso Personagens não normatives do Museu Vozes Diversas e da oficina Dramaturgência – Ressignificando a estética dos corpos circenses, no Itaú Cultural. Integra o elenco da série Justiça 2, da Globoplay, e já passou por telenovelas e séries em importantes canais de televisão e streamings.
Moira Braga é mulher cega, mãe, atriz, preparadora de elenco, autora, consultora de acessibilidade em conteúdos artísticos e mestre em dança pela Universidade Federal da Bahia. Apresentou o programa “Assim Vivemos”, da TV Brasil, que exibiu filmes com a temática da deficiência e utilizando os recursos de audiodescrição, legenda e língua brasileira de sinais. Atua como bailarina pesquisadora da Pulsar Companhia de Dança e é uma das coordenadoras do grupo de estudo e pesquisa em Dramaturgia do Movimento e Fruição Estética, desenvolvido na Escola Angel Vianna.
Claudio Rubino é artista e consultor em acessibilidade cultural. É pessoa com deficiência física, gay e autista. Atua há mais de 25 anos na luta anticapacitista e na transformação das práticas de acessibilidade na cultura, articulando criação artística, formação e políticas públicas. Mestre em Artes da Cena, com formação em Educação Artística e especialização em Gestão Cultural e Educação Inclusiva, desenvolve projetos que integram acessibilidade, estética e crítica institucional.
/dança
quinta 7 de maio
Teatro – 224 lugares
[classificação indicativa: 14 anos, segundo autodefinição]
Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]
Movimento de Escuta convida o público a mergulhar na potência da cultura surda através da dança. Em um Brasil fragmentado, o espetáculo da Cia. de Dança SOM questiona: como afinar nossos sentidos e reconstruir pontes de comunicação? No palco, cinco bailarinos surdos transformam o espaço em um campo de batalha metafórico, onde o corpo "luta" e se expressa em um jogo vibrante que funde a coreografia ao Slam.
O espetáculo é seguido do bate-papo Pulsações, mediado por Nayara Rodrigues.
A Cia de Dança SOM é um projeto de arte surda, com sede no Rio de Janeiro, criado por Clara Kutner – em parceria com os dançarinos Alef Felipe, Luiz Augusto, Lucas Guilherme, Thayssa Araújo e Valesca Soares – que utiliza a dança e o movimento para explorar a comunicação e a experiência surda. A trajetória da companhia inclui a instalação Som, uma coreografia para surdos, a série de video-dança Já e o espetáculo Movimento de escuta, que integra linguagens como o passinho, o funk, a poesia e as artes visuais.
Nayara Rodrigues é mulher negra surda, arte-educadora, atriz, poeta, slammer, MC, intérprete de Libras e tradutora. Atuou na tradução dos filmes da Mostra África XX de Curitiba, da Cartografia Filmes. É co-fundadora do grupo RamariaS e do projeto Lúdica em Libras, além de contadora de histórias no gRUPO êBA! É ativista pelos direitos das mulheres negras surdas, promovendo debates sobre maternidade surda, Libras erótica e representatividade. É autora de um capítulo do livro A culpa é da surda que pariu: análise do poema mãe assassina, abordando maternidade e violência contra mulheres surdas.
/lançamento
sexta 8 de maio
9º andar – 50 lugares
[classificação indicativa: 12 anos, segundo autodefinição]
Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]
Perê, de Daniel Moraes, é um livro ilustrado que une mito e corpo em uma narrativa de profunda força poética. Inspirada no Saci-Pererê, a obra apresenta um personagem que afirma sua existência negra, urbana e com deficiência. Através de ilustrações em carvão e recortes, o autor cria uma "poética da deficiência", onde a fissura vira linguagem. O texto lírico exige um movimento do leitor, transformando o ato de ler em um gesto artístico e político. Lançado pela Nanabooks em 2025, o livro desafia noções de beleza e completude, celebrando a reexistência na literatura contemporânea.
Daniel Moraes é artista visual, curador, educador e diretor da plataforma DEMONSTRA. Mestre em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, investiga as fricções entre o corpo DEF e a arte, operando a "Decorporeidade" como dispositivo crítico. Sua trajetória inclui exposições em espaços como SESC, FIESP e CICA Museum (Coreia do Sul). Autor e ilustrador do livro Perê (Nanabooks, 2025), Moraes articula projetos que ampliam a acessibilidade e as poéticas da deficiência.
Brisa Marques é poeta, letrista, jornalista e ativista cultural. Formada em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte e Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais, sua trajetória une literatura, música e performance. Com mais de 60 canções gravadas por nomes como Mônica Salmaso e Zé Miguel Wisnik, publicou obras como Corpo-concreto. Atuou na Rede Minas e foi diretora da Rádio Inconfidência. Pesquisadora da "cultura def" e do anticapacitismo, idealizou o Festival Desvio (2025).
/bate-papo
sexta 8 de maio
9º andar – 50 lugares
[classificação indicativa: 12 anos, segundo autodefinição]
Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]
Anahí Guedes, amanda Mittz e Brisa Marques propõe reflexões sobre a arte e seu papel enquanto dimensão política e social, tendo a hierarquia entre os corpos como ponto de partida. Por que corpos considerados “fora da norma” são invisibilizados, segmentados ou tratados como exceção? Como o anticapacitismo pode ser incorporado aos processos artísticos?
Anahí Guedes é antropóloga, doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisadora da Anis - Instituto de Bioética e do NED/UFSC. Coordena o Comitê Deficiência e Acessibilidade da ABA e integra o comitê de políticas de acessibilidade da ANPOCS. Referência em estudos feministas da deficiência, queer e crip, sua produção aborda temas como capacitismo, violência de gênero, sexualidade e acessibilidade cultural. Recebeu Menção Honrosa do Prêmio Capes de Tese 2020 pela obra Olhar, (não) ouvir, escrever: uma autoetnografia ciborgue
Amanda Mittz é cantora, compositora, produtora musical e pesquisadora de acessibilidade estética. Sua trajetória une música, tecnologia e inclusão, expandindo formatos tradicionais com projetos como o álbum "Acesso" (Natura Musical), audioclipes imersivos e a instalação "Libras Dance". Em 2026, assinou a trilha sonora dos 80 anos do Instituto Dorina Nowill. Com uma obra autoral potente, Amanda propõe novas formas de acesso e escuta, consolidando-se como uma artista inovadora que transforma a experiência artística em um campo multissensorial.
Brisa Marques é poeta, letrista, jornalista e ativista cultural. Formada em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte e Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais, sua trajetória une literatura, música e performance. Com mais de 60 canções gravadas por nomes como Mônica Salmaso e Zé Miguel Wisnik, publicou obras como Corpo-concreto. Atuou na Rede Minas e foi diretora da Rádio Inconfidência. Pesquisadora da "cultura def" e do anticapacitismo, idealizou o Festival Desvio (2025).
/música
sexta 8 de maio
Teatro – 224 lugares
Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]
Percorrendo as canções do EP de estreia Das Coisas Boas e o álbum Eu Sou Gio Elefante, o espetáculo de Gio Elefante transita pelo eletrônico pop, samba rock, funk melody e trap, entre outros ritmos. A narrativa conduz o público por um arco emocional que parte da dor da “inadequação” de um corpo com deficiência até o empoderamento da autoaceitação. Em uma obra que celebra a potência de habitar a própria singularidade, Gio transforma o corpo não normativo em música e poesia.
Gio Elefante é cantor, compositor e intérprete. Seu trabalho transita entre a canção brasileira contemporânea, a poesia e temas ligados à identidade, afetividade e experiência humana. Em seus shows, apresenta repertório autoral com abordagem sensível e presença cênica intimista.
/performance
sábado 9 de maio
9º andar – 30 lugares
[classificação indicativa: 16 anos, segundo autodefinição]
Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]
Tarô Aleijo é uma performance anticapacitista que reimagina o tarô como linguagem cênica, visual e política. A partir de um baralho DEF autoral, ativado em cena pelo Arcano Rubino, a obra desloca arquétipos normativos e afirma a deficiência como presença estética e produção de conhecimento. O público é convidado a participar de leituras ao vivo, tornando-se consulente de uma cartomancia poética que entrelaça autobiografia, fabulação e crítica ao capacitismo. A cada carta, emergem narrativas e tensionamentos que desestabilizam a ideia de normatividade, destino e convocam outros modos de perceber, existir e acessar o mundo.
A performance inclui momentos de interação direta com o público, sempre de forma voluntária. Você pode escolher se deseja participar ou apenas assistir. A obra utiliza linguagem poética, com ironia e metáforas, e aborda temas críticos.
Claudio Rubino é artista e consultor em acessibilidade cultural. É pessoa com deficiência física, gay e autista. Atua há mais de 25 anos na luta anticapacitista e na transformação das práticas de acessibilidade na cultura, articulando criação artística, formação e políticas públicas. Mestre em Artes da Cena, com formação em Educação Artística e especialização em Gestão Cultural e Educação Inclusiva, desenvolve projetos que integram acessibilidade, estética e crítica
/teatro
de Moira Braga
sábado 9 de maio
Teatro – 224 lugares
[classificação indicativa: xx anos, segundo autodefinição]
Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]
Aos 7 anos de idade, Moira Braga foi diagnosticada com uma rara doença chamada Stargardt, que levou à perda de sua visão. Em Hereditária, a artista parte da descoberta da doença para explorar os vários sentidos da hereditariedade, do genético ao mítico. O espetáculo, que estreou em 2024 no Rio de Janeiro, tem canções originais e direção de Pedro Sá Moraes, e foi indicado ao prêmio Shell de melhor direção e melhor cenário. Para assinar a direção, compor as canções originais e escrever com ela a dramaturgia, Moira convidou Pedro Sá Moraes, uma referência na interface música-teatro, reconhecido por sua abordagem à cena que conduz movimentos, falas e intenções por um sentido musical. A direção de movimento é do bailarino e coreógrafo Edu O., que tem mais de 60 espetáculos no currículo e é o primeiro professor de dança cadeirante numa universidade pública no Brasil.
Moira Braga é mulher cega, mãe, atriz, preparadora de elenco, autora, consultora de acessibilidade em conteúdos artísticos e mestre em dança pela Universidade Federal da Bahia. Apresentou o programa “Assim Vivemos”, da TV Brasil, que exibiu filmes com a temática da deficiência e utilizando os recursos de audiodescrição, legenda e língua brasileira de sinais. Atua como bailarina pesquisadora da Pulsar Companhia de Dança e é uma das coordenadoras do grupo de estudo e pesquisa em Dramaturgia do Movimento e Fruição Estética, desenvolvido na Escola Angel Vianna.
/teatro
domingo 10 de maio
Bulevar do Rádio
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]
No espetáculo O número sanfônico, Paçoca e Asmeline convidam o público a navegar em um mundo repleto de possibilidades, onde o amor e a cumplicidade são o caminho para resolver até os problemas mais complicados.
A La Luna Cia. de Teatro dedica-se à pesquisa, montagem e circulação de espetáculos. Formada por quatro artistas, os quais pesquisam diferentes linguagens como a música em cena, teatro de animação, cultura popular, palhaçaria e pedagogia teatral, o grupo vem se consolidando ao longo dos últimos anos com trabalhos que propõem uma mescla dessas linguagens. Ao longo de dez anos de trajetória, a Cia. La Luna já circulou com seus trabalhos por 20 estados do Brasil. Atualmente, seu repertório conta com espetáculos teatrais e circenses acessíveis, espetáculos de teatro de animação, contações de histórias, intervenções artísticas e projetos de investigação e registro de tradição oral na cidade de Canelinha.
/dança
domingo 10 de maio
Teatro – 224 lugares
[classificação indicativa: livre, segundo autodefinição]
Reserve seu ingresso pela INTI [a partir de 5 de maio, às 12h]
Resultado da pesquisa de Elinilson Soares sobre acessibilidade e comunicação na Dança, desenvolvida no Mestrado Profissional em Dança da Universidade Federal da Bahia – UFBA, Encruzilhada é formada pelas intersecções entre as culturas surda e ouvinte através da dança, saudando a energia de Exu, orixá da comunicação e guardião das encruzilhadas.
Se há barreiras na comunicação entre pessoas surdas e ouvintes, como aprender através de um pensamento guiado por Exu para criar outros caminhos de acesso?
O espetáculo é seguido do bate-papo Pulsações, mediado por Nayara Rodrigues.
Elinilson Soares é artista surdo, performer, dançarino, ator, intérprete de Libras e pesquisador. Mestre em Dança pelo Programa de pós-graduação profissional em Dança da Universidade Federal da Bahia – PRODAN/UFBA. É integrante dos coletivos Mãos de Axé e Rua Sinalizada e do Grupo de Trabalho de Acessibilidade da Fundação Nacional das Artes – FUNARTE.
Lucas Valentim é artista e professor da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia – UFBA. É doutor pelo Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas/UFBA, mestre em Dança pelo Programa de Pós-Graduação em Dança/UFBA (2012-2013) e licenciado em Dança/UFBA (2007-2011). É colíder do Grupo de Pesquisa PORRA: Modos de (Re)conhecer(se) em Dança.
Nayara Rodrigues é mulher negra surda, arte-educadora, atriz, poeta, slammer, MC, intérprete de Libras e tradutora. Atuou na tradução dos filmes da Mostra África XX de Curitiba, da Cartografia Filmes. É co-fundadora do grupo RamariaS e do projeto Lúdica em Libras, além de contadora de histórias no gRUPO êBA! É ativista pelos direitos das mulheres negras surdas, promovendo debates sobre maternidade surda, Libras erótica e representatividade. É autora de um capítulo do livro A culpa é da surda que pariu: análise do poema mãe assassina, abordando maternidade e violência contra mulheres surdas.