O curta-metragem “Travessia” (2017), de Safira Moreira, denuncia o apagamento dos rostos e nomes de famílias negras no Brasil
Publicado em 06/11/2026
Atualizado às 20:50 de 04/11/2026
CineAula IC Play – 2a edição
por Lucas Aflitos
Sequência didática #10: Por um resgate e uma valorização da ancestralidade negra
Direção: Safira Moreira
Classificação indicativa: livre
Gênero: documentário
Sinopse: Um filme que denuncia o apagamento dos rostos e nomes de famílias negras no Brasil, sobretudo de mulheres relegadas ao serviço doméstico, mas que também resgata a memória da identidade negra, além de celebrar sua potência e sua resistência.
I. CARTA AO PROFESSOR – ABERTURA A UM DIÁLOGO SOBRE VIOLÊNCIAS E RESISTÊNCIAS
Caro professor e cara professora,
Nesta sequência didática, trazemos sugestões de abordagem, em sala de aula, do filme Travessia (2017), dirigido por Safira Moreira e disponível no Itaú Cultural Play (IC Play), plataforma de streaming gratuita do Itaú Cultural (IC). Reconhecendo a importância dos valores e vivências no âmbito familiar, esse curta-metragem apresenta uma denúncia do apagamento da história de famílias negras e propõe um resgate e uma valorização da ancestralidade e da identidade dessas famílias.
Dado o processo de escravização institucionalizado no país durante 358 anos – que acarretou na aplicação de violências físicas, psicológicas e também simbólicas à população negra em nosso território –, muitas vezes as famílias negras brasileiras têm poucas informações sobre seus ancestrais. O racismo e a desigualdade provenientes da escravização, ainda que ela tenha acontecido no passado, contribuem para que essa falta de conhecimento persista até os dias atuais. Travessia aborda essa problemática de forma sensível, numa produção concisa de 5 minutos.
Fotografias, trilha sonora, relatos e um poema recitado constroem, nessa curta duração, uma obra potente e repleta de camadas. Foi pensando nas possibilidades de abordagem de tais camadas junto às turmas que desenvolvemos este material. Com ele, buscamos ajudar você, professor, professora, a propor aos estudantes discussões e ações que toquem em questões essenciais a nosso tempo – como, por exemplo, a violência contra grupos marginalizados; a resistência desses grupos; e possíveis modos de combater desigualdades e discriminações históricas, em especial no que diz respeito ao racismo.
Nesse sentido, a proposta do material é que pensemos a história criticamente para que, assim, possamos intervir no presente. Nas palavras da cientista política, historiadora, professora e poeta brasileira Lucilia de Almeida Neves Delgado (Delgado, 2010, p. 36), “a busca do significado de um tempo tem na memória e na própria História suportes básicos. Reconhecer a essência de um tempo é encontrar valores, culturas, modos de vida, representações, hábitos, [...] uma gama de variáveis que, em sua pluralidade, constituem a vida das comunidades humanas”. Ou seja: as investigações aqui sugeridas visam auxiliar os estudantes a compreenderem o passado a fim de que se tornem cidadãos mais críticos, conscientes e ativos na construção de uma sociedade mais igualitária e justa.
Esperamos que esta sequência didática seja um pontapé para que você possa pensar não só formas de tratar, em sala de aula, dos diversos diálogos suscitados por Travessia, como também as várias possibilidades de abordagem desses diálogos junto aos estudantes.
Boa leitura!
II. PLANO-SEQUÊNCIA
a) Luz – Sensibilização sobre a história e cultura negras
Objetivos
Que os estudantes escutem a trilha sonora da obra Travessia (2017), de Safira Moreira. Promover discussões sobre essa canção, seus possíveis sentidos e sobre o acesso à arte e à cultura de origem africana. Que os estudantes façam, com base na trilha que apreciaram, um levantamento das hipóteses acerca daquilo de que eles acham se tratar o curta-metragem.
Habilidades da BNCC
(EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na realidade.
(EM13LGG601) Apropriar-se do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de legitimação das manifestações artísticas na sociedade, desenvolvendo visão crítica e histórica.
Neste primeiro momento, não ofereça informações a respeito nem de Travessia, nem da trilha sonora desse curta – a canção “Juána”, interpretada pela cantora cabo-verdiana Mayra Andrade. Apenas diga aos estudantes que eles devem ouvir o trecho de uma canção e refletir sobre a letra dela. Recomendamos que você dê acesso, à turma, tanto à letra da música em sua língua original (crioulo cabo-verdiano), quanto à sua tradução para o português: para isso, você pode projetá-las na sala (se houver recursos para tal), entregá-las em papel impresso ou escrevê-las no quadro. Então, reproduza a primeira estrofe de “Juána”, que é repetida duas vezes. Para sua referência: se você optar por reproduzir a canção pelo canal oficial de Mayra Andrade no YouTube, essa primeira estrofe é cantada até os 46 segundos de vídeo.
Após a apreciação desse trecho pelos estudantes, promova uma conversa coletiva sobre “Juána”, fazendo à turma as seguintes perguntas:
- Vocês costumam ouvir canções nessa língua? Se não, por que será?
- Agora leiam, com atenção, a tradução da letra dessa primeira estrofe que vocês ouviram. Como vocês a interpretam?
- O que será que é um galho de bimbirim? Quais vocês acham que são as características dele, considerando a letra da canção?
- Por que será que essa canção trata de ter coragem e resistir?
Em relação às perguntas sobre a língua em que a música é cantada, caso ninguém consiga reconhecê-la – o que é mais provável que ocorra–, faça uma mediação com os estudantes, de modo que eles busquem ao menos identificar a origem desse idioma. Conforme o avanço da discussão, informe à turma que a língua utilizada em “Juána” é o crioulo cabo-verdiano e diga que a cantora, Mayra Andrade, é de Cabo Verde. Esse é um momento interessante para lembrar os estudantes de que Cabo Verde tem, como língua oficial, o português – e que, por isso, pode-se considerar que esse país e o Brasil possuem ligações culturais e linguísticas próximas. Então, você pode convidar a turma a refletir sobre por que será que, mesmo com essa aproximação, não é comum conhecermos, no Brasil, músicas cabo-verdianas.
Já em relação à pergunta sobre o galho de bimbirim, espera-se que os estudantes, pelo contexto apresentado na canção, reconheçam que se trata de um galho de árvore forte e flexível – o que é possível de se inferir apenas interpretando a comparação presente nos versos da letra.
Por fim, no que diz respeito à última pergunta, a turma pode citar, dentre outras possibilidades, que “resistência” e “coragem” são características necessárias ao enfrentamento de situações difíceis – como são os casos das lutas sociais encampadas por determinados grupos da sociedade. Por exemplo: os negros, as mulheres e as pessoas com deficiência.
Acolha as respostas que vierem – este primeiro momento destina-se apenas à sensibilização dos estudantes em relação à temática de Travessia e, desse modo, não é preciso que eles cheguem a nenhuma conclusão nessa hora. A ideia é somente despertar a curiosidade da turma e levantar o conhecimento prévio dela sobre língua, cultura, arte e luta social.
Finalizadas essas discussões, diga aos estudantes, finalmente, que a canção que eles ouviram é a trilha sonora de um curta-metragem brasileiro de 2017, informando-os que o nome de tal obra é Travessia e que ela foi dirigida por Safira Moreira. Diga à turma que vocês vão assistir a esse filme na sequência, mas, antes, questione:
- Sabendo que a trilha sonora desse filme é a música que vocês escutaram, o que vocês esperam dele?
Novamente, acolha as respostas – mas não ofereça feedbacks aos estudantes. Após alguns deles terem compartilhado suas hipóteses, reproduza Travessia em sala de aula.
b) Câmera – Memórias, registros e apagamentos
Objetivos
Promover a apreciação do curta-metragem Travessia (2017), de Safira Moreira. Que os estudantes reconheçam a importância de haver registros – fotográficos, orais, verbais, escritos etc. – das famílias, de modo que a memória e a história delas sejam preservadas. Incentivar que os estudantes reflitam criticamente sobre apagamento cultural e, mais especificamente, sobre o apagamento da ancestralidade e da identidade de origens africana e afro-brasileira. Que os estudantes reconheçam os mecanismos de exclusão e de desigualdade que culminaram em tal apagamento. Promover a valorização da ancestralidade e da identidade negras e de outros grupos historicamente marginalizados.
Habilidades da BNCC
(EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
(EM13CHS503) Identificar diversas formas de violência (física, simbólica, psicológica etc.), suas principais vítimas, suas causas sociais, psicológicas e afetivas, seus significados e usos políticos, sociais e culturais, discutindo e avaliando mecanismos para combatê-las, com base em argumentos éticos.
Mãos à obra
Neste momento inicial, antes de abrir o diálogo com a turma, você deverá reproduzir em sala de aula – duas vezes – o curta Travessia.
Antes de começar a primeira reprodução do curta, avise os estudantes que a obra será exibida novamente e peça a eles que, nessa primeira reprodução, pensem nas seguintes perguntas enquanto assistem à obra:
- Como você relaciona a canção “Juána” ao curta-metragem? Há, nele, a “coragem” e a “resistência” abordadas na música?
Registre essas perguntas no quadro, a fim de que os estudantes possam consultá-las sempre que necessário.
Finalizadas essas discussões, informe os estudantes que cada grupo deverá entrevistar três pessoas sobre a história da família delas. Esclareça à turma que, na escolha dos três entrevistados, deve-se prezar pela diversidade – ou seja, os estudantes precisam selecionar pessoas de diversas origens e etnias. Fale para os estudantes que eles podem entrevistar, por exemplo, familiares, amigos, vizinhos e pessoas da comunidade escolar (ou outros indivíduos da preferência deles). Além disso, diga-lhes que eles devem incentivar os entrevistados a resgatarem a história de suas famílias não só por meio de registros físicos – como fotografias e documentos escritos –, mas também por meio de relatos orais, que são igualmente importantes.
Além disso, oriente cada grupo sobre a importância de criarem um roteiro para as entrevistas, pensando no objetivo de incentivar as pessoas a resgatarem suas histórias familiares. Oriente os estudantes a anotarem previamente as perguntas que farão aos entrevistados, bem como as respostas que eles lhes derem. Dê orientações também sobre a captação dos áudios das entrevistas, mas esclareça: a princípio, a ideia é apenas registrar a entrevista, e não editá-la – ainda. Em outras palavras: a turma precisa compreender que não deve trabalhar, nesse momento, pensando na apresentação de um produto finalizado.
Feitas as entrevistas, combine com os estudantes um dia para que eles compartilhem como foi a experiência de realizá-las – mas ainda sem que mostrem o texto ou os áudios na íntegra. Diga à turma que cada estudante pode apenas apresentar os trechos que tenha julgado mais importantes. Depois desse compartilhamento, questione-os:
Como foi solicitado aos grupos que os entrevistados fossem de diversas origens, é esperado que os estudantes reconheçam a existência de desigualdades no que diz respeito ao resgate das histórias de cada família – por meio da percepção, por exemplo, de que grupos historicamente marginalizados apresentam mais relatos orais que físicos, ou mesmo uma maior dificuldade na retomada das histórias de seus antepassados mais distantes.
c) Ação – Mural com memórias de família
Objetivos
Edição das entrevistas feitas na atividade anterior. Composição, com o material editado, de uma das duas seguintes opções de mídia: entrevista escrita ou podcast, devendo os estudantes considerarem, em sua escolha, as características de cada um desses gêneros textuais. Produção, a partir dessa edição, de um mural com memórias das famílias das pessoas entrevistadas. Divulgação, por parte dos estudantes, desse mural, seja essa divulgação feita digitalmente ou fisicamente.
Habilidades da BNCC
(EM13LGG703) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas em processos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais em ambientes digitais.
(EM13LP18) Utilizar softwares de edição de textos, fotos, vídeos e áudio, além de ferramentas e ambientes colaborativos para criar textos e produções multissemióticas com finalidades diversas, explorando os recursos e efeitos disponíveis e apropriando-se de práticas colaborativas de escrita, de construção coletiva do conhecimento e de desenvolvimento de projetos.
Habilidades da BNCC Computação
(EM13CO22) Produzir e publicar conteúdo com textos, imagens, áudios, vídeos e suas associações, bem como ferramentas para sua integração, organização e apresentação, utilizando diferentes mídias digitais.
Mãos à obra
Na atividade anterior, os estudantes reuniram relatos de pessoas diversas a respeito de suas histórias familiares. Chegou a hora de transformar esse material bruto em um produto: um mural com memórias das famílias dos entrevistados. Esse mural poderá ser feito em formato de podcast ou de entrevistas escritas e, quando pronto, deverá ser divulgado, seja digitalmente ou fisicamente. A turma pode manter os grupos da atividade anterior, ficando cada um deles responsável por editar as entrevistas que realizou.
Antes de tudo, os estudantes deverão escolher com qual formato desejarão trabalhar (podcast ou entrevistas escritas) e, para tanto, precisarão ponderar sobre as características de cada um desses dois gêneros textuais. Feito isso, eles deverão editar os áudios que captaram (em caso de optarem por pelo formato de podcast) ou os textos que correspondem às falas que eles quiserem utilizar no mural (se escolherem o formato de entrevistas escritas).
Em relação à forma pela qual os estudantes farão essa edição, oriente-os a utilizar as ferramentas que estão mais facilmente disponíveis para cada tipo de mídia: por exemplo, para textos, os grupos podem lançar mão do Google Docs, do Microsoft Word e do LibreOffice Writer; e, para áudios, eles podem usar o Audacity, o CapCut ou o Soundtrap. Nessa etapa, é possível que você realize uma parceria com os professores de Ciências Humanas e de Língua Portuguesa – a produção dos estudantes pode, por exemplo, ser realizada durante aulas desses dois componentes e com o auxílio dos docentes deles. A partir dessa edição, então, os grupos deverão montar o mural com memórias das famílias dos entrevistados. Para isso, vale usar fotografias, desenhos, colagens, textos ou outras linguagens que julgarem mais apropriadas e criativas.
Com os murais prontos, é o momento de os grupos trabalharem na divulgação de tal material. Em caso de haver a possibilidade de fazer essa divulgação digitalmente, informe aos estudantes que eles podem fazer um perfil em uma plataforma de rede social e/ou produzir um blog ou um site (uma possibilidade de ferramenta a ser utilizada nessa última opção é o Google Sites) para publicar o mural. Outra opção, ainda no caso de divulgação digital da produção, é verificar se há a possibilidade de usar as redes da própria escola para fazer a publicação do trabalho.
Se o uso de ferramentas digitais não for pertinente ao contexto da turma, proponha que os estudantes façam a divulgação de seus trabalhos em um mural físico na escola, orientando-os a montá-lo em formato próximo ao de cartazes, que devem manter as características do gênero da entrevista e, assim, trazerem trechos das entrevistas feitas. Peça que os estudantes, nesse caso, explorem o uso de materiais de produção artística, como papel kraft, canetas hidrográficas, lápis de cor, régua, lápis de escrever, tesoura e cola, entre outros.
Por fim, depois de o mural ser divulgado, proponha uma conversa em que a turma poderá compartilhar como foi o processo de criação dele e incentive que os estudantes retomem os assuntos do curta-metragem Travessia, solicitando que reconheçam as formas pelas quais essa obra inspirou as discussões realizadas e a produção feita.
III. CORTA – PARA MERGULHAR MAIS NO TEMA
- Para se aprofundar ainda mais na valorização da cultura, da história e da identidade negras, acesse a plataforma Ancestralidades, produzida em parceria entre a Fundação Tide Setubal e o Itaú Cultural (IC). O portal visa aproximar o público da ampla e diversa produção intelectual das populações negras, evidenciando suas contribuições em múltiplas áreas do conhecimento.
- Assista ao curta-metragem Alexandrina – Um relâmpago (2022), de Keila Sankofa. A obra aborda a busca – e um sentimento de angústia vivenciado durante esse processo – por dar nome e dignidade a Alexandrina, uma ex-escravizada e exímia botânica que viveu em Manaus (AM) aos fins do século XIX. O filme reivindica e reimagina o lugar de destaque da protagonista.
- Assista ao vídeo “Rosana Paulino – Diálogos Ausentes (2016)”, do canal do IC no YouTube. Ele incentiva reflexões sobre a memória, a ancestralidade e a identidade negras a partir da obra de Rosana Paulino – artista visual brasileira reconhecida por investigar as marcas do racismo e dos apagamentos que atravessam a experiência negra.
- Explore, na Enciclopédia Itaú Cultural, o painel Parede da memória (1994), produzido pela mesma Rosana Paulino. Essa obra nos auxilia a refletir sobre a importância da valorização das memórias de famílias negras. Confira também a página dedicada a Rosana na Enciclopédia.
- Leia a publicação Escrevivência: a escrita de nós – Reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo (2020), produzida em parceria entre o Itaú Social e o MINA Comunicação e Arte. A obra pode lhe ajudar com a compreensão de um poema de Conceição Evaristo que aparece em Travessia: “Vozes-mulheres”, publicado originalmente em 1990, no volume 13 da publicação “Cadernos negros”.
- Leia também o livro História oral – Memória, tempo, identidades, de Lucilia de Almeida Neves Delgado, que nos auxilia a entender as formas pelas quais narrativas, lembranças e experiências são capazes de reconstruir trajetórias silenciadas.
IV. SOBEM OS CRÉDITOS
AFLITOS, Lucas Lopes da Silva. Quem ela pensa que é? Corpo, performance, memória e a arte afrocentrada de Keila Sankofa. 2023. Dissertação (Mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia). Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Disponível em: https://riu.ufam.edu.br/server/api/core/bitstreams/c1382f89-43c8-4270-8640-a9c17b87b06e/content. Acesso em: 27 set. 2026.
ANDRADE, Mayra. Juána. Letras.mus.br, [s. d.]. Disponível em: https://www.letras.mus.br/mayra-andrade/1516030. Acesso em: 27 set. 2026.
DUARTE, Constância Lima; NUNES, Isabella Rosado (Org.). Escrevivência: a escrita de nós: Reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. Ilustrações de Goya Lopes. Rio de Janeiro: Mina Comunicação e Arte, 2020.
MINIBIOGRAFIA DO ELABORADOR
Lucas Aflitos é professor de filosofia formado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), especialista no ensino de filosofia no Ensino Médio pelo Centro de Educação à Distância (CED) da UFAM e mestre em sociedade e cultura na Amazônia pela mesma universidade. Tem experiência no ensino público pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Estado do Amazonas (SEDUC/AM), além de ser crítico de cinema no portal Cine Set e produtor de audiovisual. Lucas é também diretor do Departamento de Formação da União de Negras e Negros pela Igualdade no Estado do Amazonas (UNEGRO Amazonas). Venceu a edição única, realizada em 2024, do Concurso Literomusical Maria Callas, promovido pela Academia Amazonense de Letras (AAL) e é príncipe do Grupo de Maracatu Pedra Encantada, fundado em 2016 na cidade de Manaus (AM).
O CineAula IC Play é um projeto do Itaú Cultural (IC) que consiste na publicação periódica, aqui no site, de sequências didáticas baseadas em conteúdos da IC Play – plataforma de streaming gratuita do IC –, com o objetivo de promover o diálogo entre educação e cinema a partir de diferentes temáticas e da linguagem audiovisual. A iniciativa prevê o desenvolvimento, por meio de filmes disponíveis na IC Play, de materiais educativos que subsidiem o trabalho em sala de aula e em contextos análogos a ela, como cineclubes, oficinas e centros culturais. A iniciativa busca, assim, estimular o letramento audiovisual e valorizar o cinema brasileiro. Além disso, pretende aproximar a arte e a cultura da Educação Básica, fomentar os pensamentos crítico e criativo dos estudantes e estabelecer um diálogo contínuo com professores da Educação Básica. O projeto foi criado e é coordenado por Camila Fink, Heloísa Iaconis e Tatiane Ivo.
Expediente desta sequência didática
Conselho editorial Heloísa Iaconis e Tatiane Ivo
Autoria Lucas Aflitos (selecionado via edital)
Edição Thayslane Ferreira (terceirizada)
Revisão Marina Nicoli Garcia (terceirizada)
Confira aqui as sequências didáticas da primeira edição do CineAula IC Play.
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