Que tal levar um curta-metragem de animação para a sala de aula? Conheça “O malabarista” (2018), de Iuri Moreno
Publicado em 17/07/2026
Atualizado às 12:05 de 17/07/2026
CineAula IC Play – 2a edição
por Paulo Sérgio R. Silva
Sequência didática #5: Arte nas ruas – um convite ao encantamento
Ano: 2018
Direção e roteiro: Iuri Moreno
Ilustração: Wesley Rodrigues
Estado: Goiás
Classificação indicativa: livre
Gêneros: animação; documentário
Acessibilidade: língua brasileira de sinais (Libras) e audiodescrição
Sinopse: O documentário em animação apresenta um cenário urbano monocromático, em tons de cinza, mas que tem sua monotonia rompida pela figura do artista de rua, que traz musicalidade e cores vivas à cidade – e à tela. As cenas mostram, contudo, que propor essa ruptura do cotidiano monótono e acelerado não é fácil para o artista de rua. Por vezes, ele pode se deparar com o silêncio e pessoas alheias e cansadas; outras vezes, pode ser insultado por causa de sua profissão. Mas sua busca é uma só: levar alegria e arrancar sorrisos por onde passa, e sempre haverá quem embarque com ele nessa subversão (e diversão) no cotidiano, seja adultos, seja crianças.
I. CARTA AO PROFESSOR – VAMOS PREENCHER DE CORES A SALA DE AULA?
Esta sequência didática apresenta o curta-metragem O malabarista, de 2018. Dirigido por Iuri Moreno, o documentário em animação aborda a experiência sensível de um artista de rua em meio à paisagem cinzenta e acelerada da cidade. A obra acompanha o cotidiano de um malabarista que, por meio de sua arte, colore o espaço urbano e tensiona a indiferença típica da vida metropolitana. O filme evidencia o contraste entre as cores lançadas pelo artista no ar e o ambiente urbano marcado pela pressa, pelo concreto e pela invisibilidade social, revelando que a arte pode surgir como gesto de resistência e afirmação da vida no espaço público.
II. PLANO-SEQUÊNCIA
a) Luz – Colorindo os espaços urbanos
Objetivos
Introduzir a noção de “vida mental metropolitana”, do filósofo Georg Simmel, para promover uma reflexão que será, posteriormente, relacionada à obra O malabarista. Favorecer uma reflexão sobre situações do cotidiano urbano, problematizando valores e condutas.
(EM13CHS101) Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
(EM13CHS502) Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais.
Mãos à obra
Antes de propor o mergulho no mundo da obra O malabarista, convide os estudantes a pensarem a respeito da vida nos grandes centros urbanos. Para isso, anote no quadro: “Georg Simmel (1858-1918)” e explique que ele foi um filósofo alemão que compôs uma crítica ao mundo moderno e descreveu a vida mental do tipo metropolitano. Essa vida se caracteriza por um distanciamento afetivo do entorno e das pessoas no dia a dia, pois quem vive no mundo moderno é exposto a muitos estímulos; logo, esse distanciamento ocorre por autopreservação.
Então, com essa síntese breve sobre o pensamento do filósofo, estimule os estudantes a refletirem sobre a vida moderna nas cidades. Questione quais estímulos visuais e sonoros estão altamente presentes em centros urbanos. Eles podem, por exemplo, falar a respeito de propagandas visuais e sonoras, buzinas, barulhos de motor, pessoas conversando...
Por fim, para iniciar a relação entre essas reflexões e a animação, apresente para a turma uma imagem estática da obra em que é possível ver o contraste entre o artista e as demais pessoas da cidade, como aquela em que o artista está fazendo uma apresentação no ônibus e é possível vê-lo colorido, enquanto as pessoas à sua volta estão em tons de cinza e parecem apáticas.
Então, questione: “O que, nessa imagem, pode ser relacionado à vida mental metropolitana da visão de Georg Simmel?”. É esperado que os estudantes reconheçam que as pessoas apáticas em relação ao artista podem representar essa vida mental metropolitana. Em seguida, questione: “E o que, nessa imagem, subverte essa lógica cotidiana do distanciamento, da apatia?”. É esperado que eles reconheçam que se trata do malabarista, colorido e sorridente à frente das demais pessoas.
b) Câmera – A arte que alegra
Objetivos
Incentivar a apreciação da obra O malabarista, chamando a atenção para aspectos da produção audiovisual, como o emprego de cores, formas e sons. Promover reflexões sobre a vida nas cidades modernas, tendo como disparador os sentidos identificados no curta-metragem.
Habilidades da BNCC
(EM13CHS101) Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
(EM13CHS502) Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores, condutas etc., desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade, preconceito, intolerância e discriminação, e identificar ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às liberdades individuais.
(EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa em diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta suas formas e seus funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos.
Agora é o momento de convidar os estudantes a assistirem ao curta-metragem O malabarista. Para reproduzir o filme, explore recursos da escola como tela e projetor, e propicie aos estudantes um ambiente silencioso e com pouca iluminação, a fim de que se concentrem na apreciação da obra.
Solicite a eles que, quando estiverem assistindo ao filme, pensem na discussão feita anteriormente, sobre a vida mental do tipo metropolitana, e que prestem atenção nos detalhes de cada cena: os simbolismos presentes, as cores, o ritmo das cenas, a fisionomia dos personagens, o trabalho do malabarista, as dimensões e as proporções etc.
Após a exibição do curta, pergunte aos estudantes quais impressões eles tiveram inicialmente da obra, se gostaram dela, o que mais chamou atenção e que sentimentos ela despertou neles. Depois, questione: “Como O malabarista pode se relacionar à sua realidade?”. Espera-se que os estudantes possam, com essa questão, relacionar a obra às próprias experiências e ao que observam no entorno.
Depois dessa conversa, distribua pequenos papéis ou notas adesivas aos estudantes e solicite que registrem palavras ou frases que digam respeito a:
- p
Se possível, distribua notas adesivas de cores diferentes e oriente que cada uma diga respeito a um desses elementos – por exemplo: todas as notas adesivas verdes podem ser usadas para cidade; todas as notas rosa, para protagonista; e todas as amarelas, para personagens secundários. Os registros deverão ser fixados em uma cartolina ou um papel-cartão para compor um mural, que ficará exposto em sala de aula para observação da turma. Em roda, então, conduza a leitura coletiva do mural, incentivando os estudantes a explicarem por que escolheram aquelas palavras/expressões.
Por fim, a turma é dividida em cinco grupos, e cada um deles recebe uma pergunta norteadora:
- Como o filme mostra a vida na cidade moderna? Que recursos visuais são empregados para caracterizá-la dessa forma?
Espera-se que os estudantes reconheçam que a cidade é caracterizada de forma opressora, com cores cinza e monótonas e sons altos, como de motores e buzinas. Já o artista é aquele que leva cor à cidade, e alegria, rompendo com a lógica do distanciamento das metrópoles. Ele chega a ser ilustrado sem contornos bem delimitados, ficando disforme em uma explosão de cores e junto a outras tantas, de outros artistas, o que mostra a sua leveza, contrária à rigidez da cidade.
Quanto aos sentimentos, os estudantes podem citar diferentes exemplos. Um interessante é quando o protagonista é ilustrado pequeno diante dos carros grandes; esse jogo com as proporções ajuda a reconhecer como o artista pode se sentir oprimido diante da cidade. Outro momento pode ser a alegria da criança, que interage com o protagonista antes de ele entrar no ônibus; ela também é colorida na ilustração.
Por fim, quanto aos relatos, é importante que os estudantes reconheçam que eles dão o caráter de documentário à obra, pois se trata de relatos de artistas de rua. Nesse sentido, é essencial reforçar que a animação, portanto, vai além do ficcional e convida o público a pensar na realidade daqueles que usam as ruas como palco para sua arte.
c) Ação – A arte que transforma: campanha digital “Saia do automático”
Objetivos
Compreender o espaço urbano como um território de criação, resistência e produção de sentidos por diversos sujeitos. Empregar diferentes ferramentas digitais em um processo de produção de campanha digital, reconhecendo os limites e as possibilidades de cada uma. Identificar e analisar dados gerados ao fim do compartilhamento de uma campanha, como acessos e curtidas.
Habilidades da BNCC
(EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa em diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta suas formas e seus funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos.
(EM13LP24) Analisar formas não institucionalizadas de participação social, sobretudo as vinculadas a manifestações artísticas, produções culturais, intervenções urbanas e formas de expressão típica das culturas juvenis que pretendam expor uma problemática ou promover uma reflexão/ação, posicionando-se em relação a essas produções e manifestações.
Habilidades da BNCC Computação
(EM13CO10) Conhecer os fundamentos da Inteligência Artificial, comparando-a com a inteligência humana, analisando suas potencialidades, riscos e limites.
(EM13CO12) Produzir, analisar, gerir e compartilhar informações a partir de dados, utilizando princípios de ciência de dados.
(EM13CO22) Produzir e publicar conteúdo como textos, imagens, áudios, vídeos e suas associações, bem como ferramentas para sua integração, organização e apresentação, utilizando diferentes mídias digitais.
Mãos à obra
Após a discussão dos estudantes sobre a obra O malabarista, convide-os para assistir ao vídeo Pontilhados: espetáculos de dança contemporânea na rua, no canal do Itaú Cultural (IC) no YouTube. Trata-se da apresentação de um espetáculo de dança que contou com as etapas de pesquisa, desenvolvimento e itinerância apoiadas pelo Rumos Itaú Cultural. Com esse vídeo, é esperado que os estudantes reflitam mais sobre a cidade como espaço para a arte e sobre a importância de os artistas enfrentarem os desafios de levar a arte para as ruas a fim de promover esse amplo acesso às produções artísticas em suas diversas linguagens, em especial as corporais.
Eles podem, em um primeiro momento, comparar as imagens do vídeo com as cenas da animação, pois em ambos os casos é possível ver pessoas que passam indiferentes pela ação artística, mas também é possível reconhecer que a obra chega a algumas outras pessoas, que param para contemplar o trabalho e se emocionar com os artistas.
Após esse aprofundamento, convide os estudantes a criarem uma campanha digital de conscientização para as mídias da escola e além delas, intitulada: “Saia do automático: valorize o artista de rua!”. Eles poderão se inspirar nas ilustrações da animação O malabarista para elaborar as peças digitais, mostrando que os artistas de rua são capazes de trazer cor e alegria ao cotidiano.
Para isso, incentive a turma a realizar o planejamento. Primeiramente, eles podem escolher coletivamente como vão usar cores e quais mensagens, curtas e chamativas, vão empregar. Podem também discutir o plano das peças digitais que vão criar, esboçando qual será o conteúdo verbal e imagético das peças. Por exemplo, podem representar diversos artistas em variadas peças: rappers que improvisam em transportes públicos, artistas que tocam instrumentos na rua, malabaristas, palhaços, entre outros. Incentive, ainda, que se lembrem de representar personagens diversos: homens, mulheres, pessoas com deficiência ou não, brancos, negros etc.
Realizado o planejamento, a turma pode se dividir em grupos, para que cada um deles fique responsável por uma peça digital, que deverá seguir o planejamento feito coletivamente. Neste momento de produção, os estudantes podem usar ferramentas de inteligência artificial (IA) que criam imagens, como o Microsoft Copilot, para auxiliar na criação das peças. Eles podem, por exemplo, solicitar ilustrações de cenas, detalhando o uso de cores, as características dos personagens e o contexto de uso. Além disso, podem criar hashtags para divulgar a campanha.
Além das ferramentas de IA, os estudantes devem usar ferramentas de edição de imagens, como Canva, a fim de personalizar a peça e ajustá-la conforme necessário. Sobre o uso da IA, é importante que eles a reconheçam como auxiliar nesse processo criativo, mas avaliem com criticidade as imagens criadas, corrigindo eventuais erros e enviesamentos, que muitas vezes podem ser de caráter xenófobo, sexista ou racista, por exemplo.
Por fim, os estudantes compartilham coletivamente as peças e, conforme necessário, fazem os ajustes finais. Então, começam a divulgação da campanha. Eles podem publicá-la em plataformas e redes sociais da escola e incentivar o compartilhamento entre colegas.
Depois de cerca de duas semanas do início da campanha, convide os estudantes para uma roda de conversa, a fim de falarem sobre o alcance das peças. Se houver dados disponíveis, como de visualizações e curtidas das peças, solicite a eles que as levantem, registrem e compartilhem em tabelas e gráficos, de modo a conseguirem interpretar quanto engajamento a campanha gerou. O resultado pode ser útil para futuras ações desse caráter em meio digital.
III. CORTA – INDICAÇÕES
Para aprofundar reflexões sobre o documentário O malabarista e os temas disparados por ele, sugerimos os seguintes textos que abordam a obra:
- “O malabarista”, publicado pela Caolha Filmes, que produziu o curta-metragem.
Também há vídeos que podem auxiliar a refletir mais sobre a obra e seus sentidos:
-
IV. SOBEM OS CRÉDITOS
BRASIL. Lei no 15.100, de 13 de janeiro de 2025. Dispõe sobre a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais... Diário Oficial da União, Brasília, DF, 14 jan. 2025. Disponível em: planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15100.htm. Acesso em: 26 dez. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2018. Disponível em: basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 23 dez. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: Computação – complemento à BNCC. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2022. Disponível em: portal.mec.gov.br/docman/fevereiro-2022-pdf/236791-anexo-ao-parecer-cneceb-n-2-2022-bncc-computacao/file. Acesso em: 23 dez. 2025.
CAOLHA FILMES. O malabarista. Caolha Filmes, ca. 2022. Disponível em: caolha.com/o-malabarista. Acesso em: 2 jan. 2026.
DINIZ, Augusto. Documentário em animação “O malabarista” mostra vida nas cores de um artista que o cinza da cidade ofusca. Jornal Opção, 16 jun. 2019. Disponível em: jornalopcao.com.br/opcao-cultural/documentario-em-animacao-o-malabarista-mostra-vida-nas-cores-de-um-artista-que-o-cinza-da-cidade-ofusca-190572. Acesso em: 23 dez. 2025.
FESTIVAL de Sharjah: filme “O malabarista” mostra as faces de ser um artista de rua. Correio do Povo Play.
PONTILHADOS: espetáculo de dança contemporânea nas ruas. Itaú Cultural, 2 nov. 2019. Disponível em: youtu.be/7jGINo6bxXo. Acesso em: 31 mar. 2026.
SANTOS, Taciana da Silva. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem. 2019. Cartilha (Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Olinda, 2019. Disponível em: educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/565843/2/CARTILHA%20METODOLOGIAS%20ATIVAS%20DE%20ENSINO-APRENDIZAGEM.pdf. Acesso em: 31 mar. 2026.
SIMMEL, Georg. A metrópole e a vida mental. In: VELHO; Otávio Guilherme (org.). O fenômeno urbano. Tradução: Sérgio Marques dos Reis. Rio de Janeiro: Guanabara, 1967. p. 10-24.
MINIBIOGRAFIA DO ELABORADOR
Paulo Sérgio R. Silva é graduado em filosofia, letras (língua portuguesa e literatura brasileira) e pedagogia. É especialista em filosofia clínica e história regional, com mestrado em sociedade e fronteiras pela Universidade Federal de Roraima (UFRR). Atuou na área da educação por vários anos, com experiência na educação básica, superior e profissional. Já exerceu funções de docência, coordenação pedagógica e assessoria educacional. Trabalhou com formação de professores e desenvolvimento de projetos educacionais e possui experiência com tecnologias educacionais e educação a distância. Atualmente, é professor da rede municipal de Boa Vista e da rede estadual de Roraima, atuando, respectivamente, nos anos iniciais do Ensino Fundamental e na Educação Profissional e Tecnológica (EPT).
O CineAula IC Play é um projeto do Itaú Cultural (IC) que consiste na publicação periódica, aqui no site, de sequências didáticas baseadas em conteúdos da IC Play – nossa plataforma de streaming gratuita –, com o objetivo de promover o diálogo entre educação e cinema a partir de diferentes temáticas e da linguagem audiovisual. A iniciativa prevê o desenvolvimento de materiais educativos para subsidiar o trabalho com filmes disponíveis na IC Play em sala de aula, bem como em contextos análogos, como cineclubes, oficinas e centros culturais, buscando, assim, estimular a fruição audiovisual e valorizar o cinema brasileiro. Além disso, pretende aproximar a arte e a cultura da educação básica, fomentar o pensamento crítico e criativo dos estudantes e estabelecer um diálogo contínuo com professores da educação básica. O projeto foi criado e é coordenado por Camila Fink, Heloísa Iaconis e Tatiane Ivo.
Expediente desta sequência didática
Conselho editorial Heloísa Iaconis e Tatiane Ivo
Autoria Paulo Sérgio R. Silva (selecionado via edital)
Edição Thayslane Ferreira (terceirizada)
Revisão Rachel Reis (terceirizada)
Confira aqui as sequências didáticas da primeira edição do CineAula IC Play.
Clique aqui e conheça as demais sequências didáticas da segunda edição do CineAula IC Play.