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IC Play recebe produções de filmes indígenas

A plataforma de streaming do IC disponibiliza seis títulos

Publicado em 28/03/2025

Atualizado às 11:09 de 31/03/2025

No dia 11 de abril de 2025, sexta-feira, a Itaú Cultural Play lança uma seleção especial de filmes em celebração ao Abril Indígena. A plataforma de streaming do IC disponibiliza seis produções, entre documentários e filmes experimentais, que abordam temas como militância, luta pela terra e o olhar indígena sobre a própria cultura.

Entre os destaques da seleção estão o longa Martírio e os curtas Lithipokoroda e Cacica – a força da mulher Xavante. O catálogo também recebe Thuë pihi kuuwi – uma mulher pensando (o primeiro filme dirigido e filmado por mulheres do povo Yanomami) e Yuri u xëatima thë – a pesca com timbó.

Confira a programação completa:
Martírio (2016)
direção: Ernesto de Carvalho, Tatiana Soares de Almeida (Tita) e Vincent Carelli | 12 anos, segundo autodefinição
Em 1980, Vincent Carelli registrou em vídeo o nascimento da grande marcha de retomada das terras Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul. Vinte anos depois, ele revisita o movimento e escancara o contínuo genocídio dessa população, enquanto governos se sucedem no poder sem abrir os olhos para a situação.

Lithipokoroda (2021)
direção: Lilly Baniwa | Livre, segundo autodefinição
Uma mulher ancestral adormece na floresta e, ao despertar, se depara com a destruição deixada pelas mãos dos brancos. Em um vídeo performance manifesto, ela atravessa a cidade em direção à Maloca, onde jovens indígenas clamam por um basta às violências perpetuadas contra os povos originários.

Cacica – a força da mulher Xavante (2022)
direção: Jade Rainho e Carolina Rewaptu | Livre, segundo autodefinição
Uma trajetória de liderança, empoderamento e luta na história de Carolina Rewaptu, considerada a primeira cacica brasileira, sobrevivente de um dos maiores massacres e disputas territoriais do norte do Mato Grosso, na década de 1960.

Thuë pihi kuuwi – uma mulher pensando (2023)
direção: Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami, Roseane Yariana Yanomami | Livre, segundo autodefinição
Uma mulher Yanomami embarca em uma jornada introspectiva, enquanto observa um xamã preparando a yãkoana, o alimento dos espíritos.

Yuri u xëatima thë – a pesca com timbó (2023)
direção: Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yariana Yanomami | Livre, segundo autodefinição
Dois jovens realizadores Yanomami descrevem o processo de pesca com timbó, cipó tradicionalmente empregado para atordoar os peixes. O encontro de vozes e perspectivas sugere o reencantamento das imagens como forma de contar histórias.

Mãri Hi – a árvore do sonho 
(2023)
direção: Morzaniel Ɨramari Yanomami | Livre, segundo autodefinição
Para os indígenas Yanomami, todos os seres humanos sonham e cada um pode ter sua própria experiência dentro dos sonhos – os jovens se deparam com os queixadas e as mulheres podem ver a floresta se transformar em outra. Já os homens adultos conseguem ver uma grande chuva cair sobre a floresta. Partindo dessas observações, a palavra de um grande xamã nos conduz pelo universo onírico dos Yanomami.

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