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Morre aos 98 anos o produtor e diretor de cinema Luiz Carlos Barreto

Produziu clássicos do cinema como “Terra em Transe”, “Vidas Secas” e “Dona Flor e seus dois maridos”

Publicado em 22/07/2026

Atualizado às 11:55 de 22/07/2026

O produtor, roteirista e diretor de cinema Luiz Carlos Barreto morreu na madrugada desta quarta-feira, 22 de agosto, no Rio de Janeiro.

Considerado um dos maiores produtores do cinema nacional, Barreto iniciou sua carreira como jornalista no Ceará, tendo passado pela revista O Cruzeiro, do Rio de Janeiro, onde se tornou correspondente na França. Ao voltar ao Brasil, o contato com Glauber Rocha, nas filmagens e na montagem de Barravento, foi o ponto de entrada de Barreto no mundo do cinema.

Marcado pelas profundas conversas durante a produção de Barravento, Glauber o indicou para roteirizar o filme Assalto ao Trem Pagador, de Roberto Farias. Após sua estreia como coroteirista e coprodutor, foi convidado a fotografar Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, cuja abordagem buscou retratar com maior realismo a “luz do Nordeste”, abrindo mão de recursos tradicionais que suavizavam a luz da região.

Mas é como produtor que Luiz Carlos Barreto faz história no cinema em obras como A hora e a vez de Augusto Matraga, O Padre e a Moça, Dona Flor e seus dois maridos, Bye bye Brasil, O quatrilho, O que é isso, companheiro?, Terra em transe, entre muitos outros. A obra Terra em Transe está disponível na Itaú Cultural Play.

Sua produtora, a LC Barreto Produções, fundada em 1963 junto com sua esposa, a produtora Lucy Barreto, foi peça fundamental na defesa do cinema nacional frente ao governo militar.

Em 2021, o Itaú Cultural conversou com Lucy e Luiz Barreto para o podcast da série +70 – projeto que mergulha na trajetória de artistas, intelectuais e pessoas ligadas à cultura brasileira que já possuem uma história de vida de mais de 70 anos. Confira o episódio abaixo:

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